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Minas 100: proposta defende fusão de municípios para reduzir custos e ampliar investimentos em saúde e educação


Minas Gerais possui 853 municípios, o maior número entre todos os estados brasileiros. Para Ely Machado, essa estrutura administrativa precisa ser rediscutida. Ele defende a fusão de pequenos municípios, especialmente daqueles com baixa população, pouca autonomia financeira e forte dependência de transferências públicas.

A crítica parte do entendimento de que centenas dessas cidades possuem dimensão populacional e estrutura urbana semelhantes às de bairros, mas mantêm toda uma máquina administrativa própria, com prefeitura, secretarias, Câmara Municipal e vereadores.

Segundo a proposta defendida por Machado, uma ampla reorganização territorial poderia reduzir drasticamente o número de estruturas políticas municipais. Minas, que atualmente possui quase 9 mil vereadores, poderia chegar a algo próximo de mil parlamentares municipais em um modelo de forte consolidação dos municípios.

A ideia não seria simplesmente extinguir localidades. Distritos, bairros, comunidades, nomes e identidades locais poderiam continuar existindo, enquanto a administração pública seria unificada em municípios maiores e com maior capacidade financeira e técnica.

O principal argumento é econômico: menos prefeituras, câmaras municipais e estruturas administrativas representariam potencialmente menos gastos com a máquina política, permitindo direcionar mais recursos para serviços diretamente percebidos pela população.

“Menos políticos, mais dinheiro para saúde e educação. A discussão não é acabar com comunidades, mas reduzir estruturas caras e tornar o poder público mais eficiente.”

A proposta também abre um debate maior sobre a organização municipal brasileira: quantos municípios conseguem efetivamente financiar sua própria estrutura e oferecer serviços públicos de qualidade sem depender fortemente de recursos estaduais e federais?

Para Machado, essa discussão precisa deixar de ser tabu. A tese é simples: menos estruturas administrativas, mais eficiência e mais recursos chegando à população.


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