Conta-se que, certa madrugada, um homem atravessou a divisa de Minas carregando uma mala que não passava em detector algum. Dentro dela havia um mandato cassado, anos de prisão, processos, sentenças posteriormente anuladas e uma ambição política que se recusava a morrer. O homem era Eduardo Cunha. Na estranha República fantástica, condenações podem virar fumaça, escândalos trocam de roupa e antigos presidiários reaparecem diante do povo vestidos de salvadores. Mas a realidade conserva datas: Cunha foi cassado pela Câmara em 2016, ficou preso entre outubro daquele ano e abril de 2021 e chegou a ser condenado no âmbito da Lava Jato. Suas condenações federais foram depois anuladas por questões processuais e de competência, o que precisa ser registrado , mas decisão judicial nenhuma consegue apagar o calendário ou reescrever a memória do país. Em outra ala desse mesmo palácio imaginário aparecem Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e José Dirceu, símbolo histórico do PT. Suas situaçõe...
A Justiça suspendeu shows que custariam R$ 1,816 milhão na Festa da Banana, em Santa Bárbara do Tugúrio. Segundo o Ministério Público, existem indícios de desproporcionalidade entre o valor das contratações e a realidade financeira do município. Por essas e outras, defendo o projeto Minas 100. Temos municípios menores que muitos bairros, mas que mantêm estruturas completas de prefeitura, Câmara de Vereadores, secretarias e cargos políticos. É uma conta alta demais para pouca gente pagar. É preciso unir municípios pequenos para formar cidades maiores, mais fortes e eficientes. Não se trata de apagar a história de nenhuma comunidade, mas de gastar menos com políticos e estruturas administrativas, destinando mais dinheiro para saúde, educação, segurança e infraestrutura. Minas precisa de menos desperdício e mais responsabilidade com o dinheiro público. Ely Machado — 4588 Deputado Federal