Pular para o conteúdo principal

João Kennedy: um irmão que a vida me deu

Se existe uma pessoa que eu admiro profundamente, esse homem se chama João Kennedy.

Nossa história começou muito antes da política. Fomos vizinhos, crescemos juntos na beira de um córrego, no querido bairro de Benfica. Compartilhamos as mesmas ruas, as mesmas lembranças e aprendemos, desde cedo, o valor do trabalho, da amizade e da humildade.

O João sempre foi um comerciante de sucesso, mas nunca deixou que o sucesso mudasse quem ele realmente é. É um pai de família exemplar, um homem de fé, de bom humor contagiante e, sem dúvida, o trabalhador mais incansável que já conheci. Daqueles que acordam cedo, enfrentam qualquer dificuldade e nunca perdem a esperança.

Mais do que um amigo, ele é um irmão que a vida me presenteou.

Mas existe um episódio que guardarei para sempre em meu coração.

Na campanha de 2024 para vereador, vivemos dias intensos. Fizemos uma campanha bonita, limpa e cheia de esperança. Tivemos uma votação expressiva, mas nosso partido acabou não elegendo nenhum vereador. Se a vitória tivesse vindo, certamente haveria comemoração, abraços e muitas pessoas ao nosso redor.

Mas a política também ensina sobre o silêncio.

Naquela noite, recolhi-me em casa. Estava firme, sereno, mas naturalmente refletindo sobre tudo o que havia acontecido.

E foi então que o telefone tocou.

Apenas uma pessoa me ligou naquele dia.

Essa pessoa foi João Kennedy.

Naquele momento, ele ainda ocupava o cargo de vice-prefeito de Juiz de Fora. Mesmo com todas as responsabilidades que tinha, encontrou tempo para fazer aquilo que poucos fazem: estender a mão a um amigo quando os aplausos já haviam acabado.

Aquela ligação valeu mais do que qualquer discurso. Foi um gesto de amizade verdadeira, daquelas que não dependem de cargos, vitórias ou conveniências. Amizade que permanece quando as luzes se apagam.

Isso eu jamais esquecerei.

A vida nos mostra que existem pessoas que aparecem para celebrar as vitórias. Mas são raríssimas aquelas que permanecem ao nosso lado quando os planos não saem como imaginávamos.

O João é uma dessas pessoas.

Que Deus continue abençoando sua vida, sua família e seus caminhos. Obrigado por tudo o que você representa na minha história. Homens como você não se medem pelos cargos que ocupam, mas pelo caráter que carregam.

Tenho orgulho de chamá-lo de amigo.

Tenho ainda mais orgulho de chamá-lo de irmão.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Motociata bolsonarista flopa em Juiz de Fora e Flávio segue para Belo Horizonte

 C ancelamento de ato simbólico na cidade levanta dúvidas sobre a força de mobilização do bolsonarismo e reforça a impressão de que a polarização política pode estar com os dias contados site:  www.elymachado.com.br A passagem de Flávio Bolsonaro (PL) por Juiz de Fora nesta segunda-feira (17) terminou antes mesmo de começar. A motociata prevista para a cidade foi cancelada, e a justificativa apresentada foi o mau tempo, que teria impedido o deslocamento aéreo até Juiz de Fora. Oficialmente, a explicação é meteorológica. Politicamente, porém, o episódio deixa uma pergunta inevitável: foi apenas falta de teto para pousar ou também faltou clima político nas ruas? Juiz de Fora fica a pouco mais de duas horas de carro do Rio de Janeiro em condições normais de trânsito. É evidente que o deslocamento de um candidato à Presidência envolve segurança, equipe e logística muito superiores às de uma viagem comum. Ainda assim, tratando-se de uma agenda anunciada como simbólica e importante...

É um absurdo Eduardo Cunha ainda se colocar como candidato

A cassação de Eduardo Cunha foi necessária e deveria ter servido como um recado definitivo à política brasileira: mandato não pode ser instrumento de poder pessoal, oportunismo ou impunidade . Ao longo de sua trajetória, Cunha construiu alianças com políticos oportunistas e lideranças religiosas que, na minha avaliação, transformaram a fé em instrumento de influência política. Quando religião, dinheiro e poder se misturam dessa forma, quem perde é a sociedade — e também a própria credibilidade das igrejas. Por isso, considero um absurdo que Eduardo Cunha ainda se apresente como candidato e tente retornar à vida pública como se nada tivesse acontecido. O Brasil precisa parar de reciclar personagens que simbolizam justamente aquilo que diz querer combater. Política exige memória. Ética não pode ter prazo de validade.