A cassação de Eduardo Cunha foi necessária e deveria ter servido como um recado definitivo à política brasileira: mandato não pode ser instrumento de poder pessoal, oportunismo ou impunidade.
Ao longo de sua trajetória, Cunha construiu alianças com políticos oportunistas e lideranças religiosas que, na minha avaliação, transformaram a fé em instrumento de influência política. Quando religião, dinheiro e poder se misturam dessa forma, quem perde é a sociedade — e também a própria credibilidade das igrejas.
Por isso, considero um absurdo que Eduardo Cunha ainda se apresente como candidato e tente retornar à vida pública como se nada tivesse acontecido.
O Brasil precisa parar de reciclar personagens que simbolizam justamente aquilo que diz querer combater.
Política exige memória. Ética não pode ter prazo de validade.

Comentários
Postar um comentário