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Polarização em Juiz de Fora: comitê depredado mostra o pior da política



Hoje, a candidata Roberta Lopes (PL) teve seu comitê de campanha depredado em Juiz de Fora, com a palavra “FASCISTA” pichada em letras garrafais.

É possível discordar profundamente de Roberta Lopes, do PL, do PT, de mim ou de qualquer outro candidato. Isso se chama democracia. Depredar patrimônio e substituir argumentos por intimidação é outra coisa.

Mas o episódio também provoca uma reflexão maior sobre o momento político que estamos vivendo.

Depois de anos em que praticamente toda discussão brasileira parecia obrigada a terminar em Lula contra Bolsonaro, a campanha de 2026 ainda parece morna em Juiz de Fora.

Uma cidade que já ocupou posição de destaque no cenário político nacional parece assistir, desta vez, a um esvaziamento do entusiasmo tanto das campanhas petistas quanto das bolsonaristas.

A pergunta que fica é:

A política ainda está morna porque a campanha está começando ou a população simplesmente se cansou da polarização?

Talvez o brasileiro esteja percebendo que existem problemas muito maiores do que essa guerra permanente entre dois lados.

Enquanto uns chamam os outros de fascistas, comunistas, extremistas ou inimigos do país, quem está discutindo seriamente as nossas cidades?

Quem está falando sobre a situação financeira dos municípios?

Quem está discutindo a gigantesca dívida de Minas Gerais?

Quem apresenta propostas concretas para segurança pública, infraestrutura, emprego, educação e desenvolvimento?

A política brasileira precisa voltar a discutir problemas e soluções, e não apenas personagens.

Uma eleição não pode continuar sendo simplesmente um plebiscito permanente sobre Lula e Bolsonaro.

Precisamos reaprender a discordar sem transformar o adversário em inimigo.

A depredação do comitê de Roberta Lopes deve ser condenada independentemente de quem tenha cometido o ato. E a mesma condenação deve existir caso amanhã um comitê do PT, PSDB ou de qualquer outro partido seja atacado.

Democracia se faz com ideias, propostas, voto e respeito.

Chega de polarização.

Precisamos rediscutir nossas cidades, enfrentar a dívida de Minas e voltar a colocar no centro do debate os verdadeiros problemas brasileiros.

Ou o Brasil acaba com a polarização, ou a polarização acaba com o Brasil.


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